Classificação Archives - TEA Apoio e Informações https://autismo.psc.br/tag/classificacao/ Educação e Informações sobre o TEA, recursos, benefícios por Gabi e Nina Thu, 18 Sep 2025 13:05:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://i0.wp.com/autismo.psc.br/wp-content/uploads/2025/02/cartoonstyledrawingofacolorfultoycaronamulticoloredpuzzlepattern.jpg?fit=32%2C32&ssl=1 Classificação Archives - TEA Apoio e Informações https://autismo.psc.br/tag/classificacao/ 32 32 242056429 Nenhum autismo é “leve” https://autismo.psc.br/nenhum-autismo-e-leve/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=nenhum-autismo-e-leve Sat, 05 Jul 2025 00:35:32 +0000 https://autismo.psc.br/?p=108 Quando falamos de pessoas sem deficiência intelectual e com linguagem funcional relativamente preservada, grau de suporte Nível 1, estamos lidando com um perfil de “alto funcionamento” que, na prática, enfrenta desafios sérios, porém menos óbvios. Conheça sete aspectos nos quais um portador de TEA Nível 1 pode tropeçar: 1.  Dificuldades sutis na Leitura e reciprocidade […]

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Quando falamos de pessoas sem deficiência intelectual e com linguagem funcional relativamente preservada, grau de suporte Nível 1, estamos lidando com um perfil de “alto funcionamento” que, na prática, enfrenta desafios sérios, porém menos óbvios.

Conheça sete aspectos nos quais um portador de TEA Nível 1 pode tropeçar:

1.  Dificuldades sutis na Leitura e reciprocidade social

   • Dificuldade para captar ironias, sarcasmo, metáforas e alusões implícitas

   • Trocas de conversa que descambam para monólogos: a pessoa domina o tema, fala em detalhes, mas não percebe que o interlocutor já perdeu o interesse e a atenção

   • Manter o “vai e vem” do diálogo — entrada, resposta, retorno — exige um esforço extra de monitoramento social

2. Comunicação pragmática afetada 

   • Uso de linguagem pedante, formal ou excessivamente literal

   • Dificuldade para ajustar o tom de voz, volume e ritmo conforme o contexto (vídeo-chamada, sala de aula, reunião de trabalho)

   • Problemas para reformular ideias após um mal-entendido (“reparo de comunicação”), o que gera impasses rápidos

3. Rigidez cognitiva e resistência à mudança 

   • Mudar de uma tarefa para outra ou de um ambiente para outro podem desencadear ansiedade

   • Dificuldades em planejamento e gestão do tempo: prazos, quebra de projetos em etapas, priorização de tarefas

4. Aspectos e dificuldades sensoriais

   • Barulhos de fundo em nível moderado tiram a atenção ou provocam desconforto

   • Iluminação, estampas fortes e cheiros podem ser fontes de irritação, mesmo sem uma reação imediata

5. Cansaço de “camuflagem” 

   • Esforço contínuo para imitar comportamentos sociais — sorrir em situações incômodas, manter contato visual prolongado — pode gerar um desgaste emocional

   • Crises de ansiedade, principalmente em ambientes que não entendem essas demandas

6. Dificuldades na construção e manutenção de laços afetivos 

   • Amizades muitas vezes ficam em um patamar superficial; há dificuldade em desenvolver intimidade emocional e empatia situacional — ainda que o desejo de conexão exista

   • Em relacionamentos amorosos, o/a parceiro/a pode se sentir rejeitado/a quando espera leitura de sentimentos não verbal ou apoio emocional “expresso”

7. Desafios no mercado de trabalho ou na faculdade 

   • Reuniões informais, café-break e conversas de corredor, onde nascem oportunidades e network, passam despercebidas

   • Feedbacks subjetivos, como “seja mais comunicativo”, “mostre mais iniciativa”, sem exemplos concretos geram confusão

Exemplos de Estratégias de suporte:

– Estratégias para organização e planejamento, estruturando rotina e tarefas

– Estratégias ambientais, espaços de trabalho silenciosos, uso de fones com cancelamento de ruído

– Treino de habilidades sociais em grupo, com role-plays e feedbacks claros

– Terapias que desenvolvam autorregulação emocional

Conhecer os pontos fracos é essencial para trabalhá-los e definir as prioridades da intervenção e da terapia.

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Transtornos do Espectro Autista (TEA) https://autismo.psc.br/transtornos-do-espectro-autista-tea/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=transtornos-do-espectro-autista-tea Mon, 30 Jun 2025 12:28:26 +0000 https://autismo.psc.br/?p=94 Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento caracterizadas por dois aspectos principais: Prejuízos na comunicação e interação social e Interesses e padrões restritos e repetitivos de comportamento e atividades. A expressão desses sinais varia amplamente entre os indivíduos acometidos, constituindo um “espectro” que vai de quadros em que a pessoa pode levar […]

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Os Transtornos do Espectro Autista (TEA) são condições do neurodesenvolvimento caracterizadas por dois aspectos principais: Prejuízos na comunicação e interação social e Interesses e padrões restritos e repetitivos de comportamento e atividades.

A expressão desses sinais varia amplamente entre os indivíduos acometidos, constituindo um “espectro” que vai de quadros em que a pessoa pode levar vida quase independente, com algum suporte, a quadros que exigem suporte intenso em quaisquer atividades do dia a dia.

Com base no DSM-5, quais são os critérios diagnósticos que devem obrigatoriamente observados?

É obrigatório apresentar déficits persistentes na comunicação social e na interação social, tais como:

   – Dificuldade em reciprocidade social ou emocional (ex.: não compartilhar interesses, emoções ou não responder adequadamente a interações). 

   – Déficits em comportamentos não verbais (ex.: falta de contato visual, posturas e gestos atípicos). 

   – Dificuldade em desenvolver, manter e entender relacionamentos (ex.: problemas para ajustar comportamentos em diferentes contextos sociais). 

De forma associada também devem estar presentes Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades: 

   – Movimentos motores estereotipados ou repetitivos (ex.: balançar o corpo, alinhar objetos). 

   – Insistência em mesmice, resistência a mudanças (ex.: angústia com pequenas alterações na rotina). 

   – Interesses intensos e fixos, incomuns em intensidade ou foco (ex.: fascínio por mapas, números). 

   – Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais (ex.: aversão a certos sons, fascínio por luzes). 

Os sinais presentes desde o período do desenvolvimento inicial, ainda que nem todos sejam plenamente evidentes até que as demandas sociais excedam as capacidades da pessoa.

Os sinais e sintomas causam prejuízo significativo em áreas sociais, acadêmicas, ocupacionais e lazer.

Os sinais não são explicados por deficiência intelectual ou outros transtornos mentais — embora o TEA possa ocorrer junto a essas condições.

Receber um diagnóstico de TEA, ou ter um familiar diagnosticado, é impactante para maior parte das pessoas, principalmente por ser uma condição persistente, ou seja, algum grau de dificuldade e de prejuízo deve perdurar toda a vida. Eu sempre digo que um diagnóstico não é uma sentença, mas sim um conhecimento que permite buscar os caminhos para uma melhor qualidade de vida.

Eu acredito que é importantíssimo termos elevado respeito pelo diagnóstico de autismo, devemos coibir qualquer tipo de fala que invalide as dificuldades dos portadores de TEA, tais como: “todo mundo tem um pouco de autismo”, “é só um autismo leve”, falas assim minimizam o sofrimento e dificuldades enfrentadas pelos portadores de TEA e suas famílias.

Independente do grau de suporte, as pessoas dentro do espectro enfrentam muitos desafios:

– No Âmbito da Interação Social 

  • Dificuldade em ler emoções e intenções alheias. 

  • Problemas para iniciar e manter conversas.

– Na Dimensão da Comunicação 

  • Vocabulário atípico ou uso rígido da linguagem (tom formal, literalidade). 

  • Atraso ou ausência de fala em alguns casos. 

– Na Esfera dos Comportamentos Repetitivos 

  • Rituais diários que, se interrompidos, causam grande angústia. 

  • Foco intenso em temas específicos, dificultando flexibilidade cognitiva. 

– No Aspecto da Sensibilidade Sensorial 

  • Hipersensibilidade a ruídos, cheiros, texturas. 

  • Hiposensibilidade: busca de estímulos intensos (balançar, batucar). 

– No Âmbito Escolar e Profissional 

  • Dificuldade em se adaptar a regras implícitas e mudanças de rotina. 

  • Desafios em trabalho em equipe, mas potencial para altíssimo desempenho em áreas de interesse. 

– Nos Aspectos Emocionais 

  • Maior risco de ansiedade, depressão e burnout social. 

  • Baixa autoestima devido ao sentimento de “desencaixe” social. 

Conhecendo o diagnóstico de TEA, e suas dificuldades, existem formas de tentar reduzir o sofrimento e atingir uma melhor funcionalidade:

– Intervenções como: Psicologia, Análise do Comportamento Aplicada (ABA), Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia.

– Adaptações Ambientais: Ambientes previsíveis, observando aspectos sensoriais, visuais e auditivos

– Promoção de Habilidades Sociais: Grupos de convivência, jogos que enfatizam turn-taking e leitura de expressão facial. 

– Capacitação de Familiares e Educadores: Entendimento das particularidades sensoriais e comportamentais para oferecer suporte eficaz. 

– Fomento à Inclusão: Políticas de emprego apoiado, mentorias, práticas de ensino inclusivo.

– Tecnologia Assistiva: Apps e dispositivos que favorecem a comunicação alternativa.  

– Redes de Apoio Locais: Grupos, ONGs e associações no Brasil que oferecem cursos, workshops e eventos

– Direitos e Políticas Públicas: Leis de inclusão escolar e profissional, benefícios previdenciários

Enfim, a jornada com o TEA não é fácil, mas não precisa ser solitária, o apoio profissional e comunitário pode fazer uma grande diferença na promoção da funcionalidade.

Contem-nos quais conteúdos vocês querem ver por aqui.

Beijo!

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