História do TEA

Posted by:

|

On:

|

Você sabia que o autismo, que hoje conhecemos como Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi descrito há mais de 80 anos?

Orientar e conscientizar sobre os transtornos do espectro autista é muito importante. Apesar de ser uma condição descrita há muitas décadas, ainda há muita desinformação. As pessoas diagnosticadas com TEA e seus familiares ainda enfrentam barreiras e preconceito.

Em 1943, Leo Kanner observou e documentou o comportamento de crianças com isolamento social, dificuldades de comunicação e comportamentos repetitivos, identificando padrões e características.

Quase ao mesmo tempo, em 1944, Hans Asperger, um psiquiatra austríaco que também atuou como pediatra, publicou um estudo sobre crianças que tinham habilidades linguísticas e cognitivas preservadas, mas enfrentavam desafios sociais e exibiam interesses restritos e intensos.

Os critérios para diagnóstico dos Transtornos do Espectro Autista incluem obrigatoriamente a presença de déficits persistentes nas áreas de comunicação e interação social e de comportamentos repetitivos, restritos e estereotipados.

Mas o TEA não se limita aos critérios diagnósticos. Ainda observamos e precisamos cuidar de outras características associadas descritas na história do TEA, como os distúrbios do sono, que são muito frequentes.

Além disso, as características são heterogêneas, constituindo um espectro. O prejuízo da linguagem funcional no TEA pode ser mínimo em algumas pessoas e muito grave em outras. Algumas pessoas com TEA podem ter a cognição preservada, mas muitas têm deficiência intelectual junto com o TEA